segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Noite de natal ou encontro familiar infernal?

Primos menores gritando e correndo por todos os lados, bebês chorando – ou babando no seu colo –, avós resmungonas te dando lição de moral por seu desanimo, mesa com comidas horríveis, mal feitas, queimadas ou cruas, parentes distantes te apertando de saudades, tios comendo sem parar, computador ocupado, televisão ocupada, telefone ocupado, espaço ocupado. Só de pensar que a famosa data de vinte e cinco de dezembro está chegando bate uma sensação tão ruim dentro de mim. Nessas datas, a única coisa que faço é ficar num canto excluída do resto do pessoal, ouvindo minhas músicas preferidas ou lendo um livro interessante e envolvente – ou melhor, é a única coisa que tenho e devo fazer.
Muitas pessoas ficam felizes e lunáticas quando o natal chega, e eu sinceramente não consigo entender o porquê. A única coisa legal neste dia, é que você ganha presentes, mas mesmo assim, às vezes, os presentes dos seus primos são sempre melhores do que os seus – pelo menos aqui é assim; os menores sempre conseguem tudo do bom e do melhor e eu sobro geral.


Mas o que aperta mesmo o meu coração é saber que não posso comemorar essa data – frustrante e indestrutível – com os meus melhores amigos.